"Uma das formas mais clássicas de avaliar a competência e a capacidade emocional de um líder é através das decisões que ele toma e o impacto gerado por elas. Você também pode avaliar o desenvolvimento da sua carreira pela qualidade e evolução das suas decisões durante o ano. Sem dúvida que escolher entre alternativas até pode ser fácil, mas uma boa decisão inclui a seleção e a formulação de hipóteses". (Professor Paulo Campos).
A tomada de decisão é tipicamente descrita como “escolher entre alternativas”. Mas acredito que esta visão é muito simplista, pois a tomada de decisão é um processo abrangente, não apenas um simples ato de escolher entre alternativas.
Uma empresa americana, a Corporate Executive Bord, desenvolveu um questionário Insight IQ que mede a capacidade de uma pessoa para encontrar e analisar informações relevantes para tomar decisões melhores. http://migre.me/8N0WN
Com base na pesquisa com mais de 5 mil profissionais de 20 empresas de diferentes países, foram identificadas 3 grupos:
- Os empiristas categóricos, 43% dos funcionários, que priorizam a análise sobre o critério, prezam o consenso e põem a análise antes do próprio critério;
- Os tomadores de decisão viscerais, 19% dos funcionários, que raramente confiam na analise e tomam decisões unilaterais com base apenas na intuição;
- Os céticos embasados, 38% dos funcionários, que conseguem equilibrar critério e analise, possuem forte capacidade analítica, ouvem a opinião dos outros e estão dispostos a divergir. Esse grupo é o mais bem equipado para tomar boas decisões
O processo decisório divide-se em um conjunto de oito passos, que começa com a identificação do problema e os critérios de decisão. Depois é necessário desenvolver, analisar e selecionar uma alternativa que pode resolver o problema. Em seguida, implementar a alternativa e, por fim, fazer uma avaliação da eficácia da decisão. Essa metodologia pode ser aplicada nas decisões pessoais e profissionais, seja para definir onde passar as férias ou até mesmo optar pelo lançamento de um produto ou serviço no mercado.
Tudo começa com a existência de um problema. Deve-se fazer uma comparação entre o estado atual e algum padrão - que pode ser o desempenho anterior, decisões tomadas por outras áreas da organização ou fora dela - para fato semelhante. Em seguida, deve-se avaliar a pressão para a tomada de decisão como prazos, crises financeiras, expectativas da diretoria, etc. Depois, identificar a autoridade delegada para a decisão e outros recursos necessários para decidir.
Para identificar os critérios de decisão é preciso determinar pontos relevantes, sejam eles implícitos ou explícitos. Nesse processo também é necessário determinar os pesos desses critérios. Eles devem sofrer uma classificação de importância, ou seja, devem ser atribuídos pesos aos itens para que seja dada a eles a prioridade adequada. A sugestão é atribuir um peso 10 para o critério mais importante e então determinar os pesos dos restantes de acordo com este padrão.
Mas como desenvolver alternativas? Essa etapa exige que o tomador de decisão somente liste as alternativas viáveis que poderiam resolver o problema, contudo, ainda não deve ser feita nenhuma avaliação das alternativas listadas. Começa, então, a análise das alternativas listadas anteriormente. Os pontos fortes e fracos de cada uma se tornam evidentes quando são comparados com os critérios e pesos estabelecidos.
Depois da avaliação, chega o momento de selecionar uma alternativa. Como já foram determinamos todos os fatores pertinentes da decisão, atribuídos pesos de forma apropriada e também foram identificadas alternativas viáveis, é hora de escolher a alternativa que teve a melhor nota final.
A implementação da alternativa mais viável requer um passo importante, pois é o momento de colocar a decisão em prática. Esse processo inclui transmitir a decisão a todos os afetados por ela e também buscar o comprometimento dos envolvidos nela.
O último passo é avaliar a eficácia da decisão. Para isso, é importante analisar se ela realmente solucionou o problema e se os objetivos desejados foram atingidos. Porém, caso o problema persista ou não tenha sido resolvido, deve-se examinar, cuidadosamente, se ele foi definido de forma adequada, se houve erros na avaliação das diversas alternativas ou se ela foi implementada de forma inadequada. Ou seja, se preciso for, é necessário reiniciar o processo.
Para concluir, lembre sempre disso: toda decisão que você toma – toda decisão – não é uma decisão sobre o que você faz. É uma decisão sobre quem você é. Quando você vê isso, quando entende isso, tudo muda. Você começa a ver a vida de um modo novo. Todos os eventos, ocorrências, e situações se transformam em oportunidades para realizar o que você veio fazer aqui.
Boas decisões e fique alerta! :)
Fonte: exame.com/RHPortal

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Um grande prazer receber seu comentário e suas sugestões.